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TDAH Fortaleza

TDAH Fortaleza. Psicoterapia e Coaching Fazemos indicações para especialistas de nossa confiança. ferbryt@gmail.com





















                                            O que faz um bom aluno








Psicosomática




Equilibrio








Estratégias Pedagógicas para Alunos com TDAH:




Tecnicas para melhorar a atenção e memória sustentadas

1 – Quando o professor der alguma instrução, pedir ao aluno para repetir as instruções ou compartilhar com um amigo antes de começar as tarefas.

2 – Quando o aluno desempenhar a tarefa solicitada ofereça sempre um feedback positivo (reforço) através de pequenos elogios e prêmios que podem ser: estrelinhas no caderno, palavras de apoio, um aceno de mão... Os feedbacks e elogios devem acontecer SEMPRE E IMEDIATAMENTE após o aluno conseguir um bom desempenho compatível com o seu tempo e processo de aprendizagem.

3 – NÃO criticar e apontar em hipótese alguma os erros cometidos como falha no desempenho. Alunos com TDAH precisam de suporte, encorajamento, parceria e adaptações. Esses alunos DEVEM ser respeitados. Isto é um direito! A atitude positiva do professor é fator DECISIVO para a melhora do aprendizado.

4 – Na medida do possível, oferecer para o aluno e toda a turma tarefas diferenciadas. Os trabalhos em grupo e a possibilidade do aluno escolher as atividades nas quais quer participar são elementos que despertam o interesse e a motivação. É preciso ter em vista que cada aluno aprende no seu tempo e que as estratégias deverão respeitar a individualidade e especificidade de cada um.

4 – Optar por, sempre que possível, dar aulas com materiais audiovisuais, computadores, vídeos, DVD, e outros materiais diferenciados como revistas, jornais, livros, etc. A diversidade de materiais pedagógicos aumenta consideravelmente o interesse do aluno nas aulas e, portanto, melhora a atenção sustentada.

5 – Utilizar a técnica de “aprendizagem ativa” (high response strategies): trabalhos em duplas, respostas orais, possibilidade do aluno gravar as aulas e/ou trazer seus trabalhos gravados em CD ou computador para a escola.

6 – Adaptações ambientais na sala de aula: mudar as mesas e/ou cadeiras para evitar distrações. Não é indicado que alunos com TDAH sentem junto a portas, janelas e nas últimas fileiras da sala de aula. É indicado que esses alunos sentem nas primeiras fileiras, de preferência ao lado do professor para que os elementos distratores do ambiente não prejudiquem a atenção sustentada.

7 – Usar sinais visuais e orais: o professor pode combinar previamente com o aluno pequenos sinais cujo significado só o aluno e o professor compreendem. Exemplo: o professor combina com o aluno que todas as vezes que percebê-lo desatento durante as atividades, colocará levemente a mão sobre seu ombro para que ele possa retomar o foco das atividades.

8 – Usar mecanismos e/ou ferramentas para compensar as dificuldades memoriais: tabelas com datas sobre prazo de entrega dos trabalhos solicitados, usar post-it para fazer lembretes e anotações para que o aluno não esqueça o conteúdo.

9 – Etiquetar, iluminar, sublinhar e colorir as partes mais importantes de uma tarefa, texto ou prova.

Tempo e processamento das informações

1 – Usar organizadores gráficos para planejar e estruturar o trabalho escrito e facilitar a compreensão da tarefa. Clique aqui para ver um exemplo.

2 – Permitir como respostas de aprendizado apresentações orais, trabalhos manuais e outras tarefas que desenvolvam a criatividade do aluno.

3 – Encorajar o uso de computadores, gravadores, vídeos, assim como outras tecnologias que possam ajudar no aprendizado, no foco e motivação.

4 – Reduzir ao máximo o número de cópias escritas de textos. Permitir a digitação e impressão, caso seja mais produtivo para ao aluno.

5 – Respeitar um tempo mínimo de intervalo entre as tarefas. Exemplo: propor um trabalho em dupla antes de uma discussão sobre o tema com a turma inteira.

6 – Permitir ao aluno dar uma resposta oral ou gravar, caso ele tenha alguma dificuldade para escrever.

7 – Respeitar o tempo que cada aluno precisa para concluir uma atividade. Dar tempo extra nas tarefas e nas provas para que ele possa terminar no seu próprio tempo.


Organização e técnicas de estudo

1 – Dar as instruções de maneira clara e oferecer ferramentas para organização do aluno desenvolver hábitos de estudo. Incentivar o uso de agendas, calendários, post-it, blocos de anotações, lembretes sonoros do celular e uso de outras ferramentas tecnológicas que o aluno considere adequado para a sua organização.

2 – Na medida do possível, supervisionar e ajudar o aluno a organizar os seus cadernos, mesa, armário ou arquivar papéis importantes.

3 – Orientar os pais e/ou o aluno para que os cadernos e os livros sejam “encapados” com papéis de cores diferentes. Exemplo: material de matemática – vermelho, material de português – azul, e assim sucessivamente. Este procedimento ajuda na organização e memorização dos materiais.

4 – Incentivar o uso de pastas plásticas para envio de papéis e apostilas para casa e retorno para a escola. Desta forma, todo o material impresso fica condensado no mesmo lugar minimizando a eventual perda do material.

5 – Utilizar diariamente a agenda como canal de comunicação entre o professor e os pais. É extremamente importante que os pais façam observações diárias sobre o que observam no comportamento e no desempenho do filho em casa, assim como o professor poderá fazer o mesmo em relação às questões relacionadas à escola.

6 – Estruturar e apoiar a gestão do tempo nas tarefas que exigem desempenho em longo prazo. Exemplo: ao propor a realização de um trabalho de pesquisa que deverá ser entregue no prazo de 30 dias, dividir o trabalho em partes, estabelecer quais serão as etapas e monitorar se cada uma delas está sendo cumprida. Alunos com TDAH apresentam dificuldades em desempenhar tarefas em longo prazo.

7 – Ensine e dê exemplos frequentemente. Use folhas para tarefas diárias ou agendas. Ajude os pais, oriente-os como proceder e facilitar os problemas com deveres de casa. Alunos com TDAH não podem levar “toneladas” de trabalhos para fazer em casa num prazo de 24 horas.

Técnicas de aprendizado e habilidades metacognitivas

1 – Explicar de maneira clara e devagar quais são as técnicas de aprendizado que estão sendo utilizadas. Exemplo: explicar e demonstrar na prática como usar as fontes, materiais de referência, anotações, notícias de jornal, trechos de livro, etc. 

2 – Definir metas claras e possíveis para que o aluno faça sua autoavaliação nas tarefas e nos projetos. Este procedimento permite que o aluno faça uma reflexão sobre o seu aprendizado e desenvolva estratégias para lidar com o seu próprio modo de aprender. 

3 – Usar organizador gráfico (clique aqui para ver) para ajudar no planejamento, organização e compreensão da leitura ou escrita.


Inibição e autocontrole

1 – Buscar sempre ter uma postura pró-ativa. Antecipar as possíveis dificuldades de aprendizado que possam surgir e estruturar as soluções. Identificar no ambiente de sala de aula quais são os piores elementos distratores (situações que provocam maior desatenção) na tentativa de manter o aluno o mais distante possível deles e, consequentemente, focado o maior tempo possível na tarefa em sala de aula.

2 – Utilizar técnicas auditivas e visuais para sinalizar transições ou mudanças de atividades. Exemplo: falar em voz alta e fazer sinais com as mãos para lembrar a mudança de uma atividade para outra, ou do término da mesma.

3 – Dar frequentemente feedback (reforço) positivo. Assinale os pontos positivos e negativos de forma clara, construtiva, respeitosa. Este monitoramento é importante para o aluno com TDAH, pois permite que ele desenvolva uma percepção do seu próprio desempenho, potencial e capacidade e possa avançar motivado em busca da sua própria superação.

4 – Permitir que o aluno se levante em alguns momentos, previamente combinados entre ele e o professor. Alunos com hiperatividade necessitam de alguma atividade motora em determinados intervalos de tempo. Exemplo: pedir que vá ao quadro (lousa) apagar o que está escrito, solicitar que vá até a coordenação buscar algum material, etc., ou mesmo permitir que vá rapidamente ao banheiro ou ao corredor beber água. Este procedimento é extremamente útil para diminuir a atividade motora e, muitas vezes, é ABSOLUTAMENTE NECESSÁRIO para crianças muito agitadas.




Fonte ABDA

TDAH e Escolas
Antes de qualquer coisa, os professores devem fazer uma avaliação dos pontos abaixo:
  • Qual é a dificuldade mais importante do aluno com TDAH? O que mais atrapalha no desempenho escolar daquele aluno?
Ao conseguir responder essas perguntas, o professor cria melhores condições para traçar as estratégias que aplicará em sala de aula. Quando se conhece aquilo que de fato tem atrapalhado o bom desempenho de um determinado aluno fica mais fácil pensar em solução viáveis e eficazes.

Depois disso, o segundo passo importante é saber distinguir o que a pessoa com TDAH é capaz de fazer do que ele não é (principalmente ao lidar com comportamentos disruptivos) e assim não criar expectativas irreais. Talvez essa seja uma das partes mais difíceis, mas não desanime, observar o aluno e estudar sobre o TDAH são as melhores formas de se preparar para fazer essa ditanção sobre o que é sintoma e/ou consequencia do transtorno daquilo que não é. Nesse sentido, cuidado para não repreender o tempo todo: sintomas primários NÃO podem ser punidos!

Recompensar progressos sucessivos ao invés de esperar pelo comportamento perfeito! Essa é uma dica de ouro! Independente de ser alguem com TDAH, essa dica deve valer para todos e para todo processo de mudança importante. Para o TDAH é ainda mais válido porque tem mais dificuldade em lidar com recompensas a longo prazo.
  • Não deixar flutuações de humor ou cansaço interferirem no trabalho de inclusão e agir da mesma forma mesmo quando as situações se modificam. Na implementação das estratégias de sala de aula o papel do professor é de extrema importância, é quase imensurável a diferença que um professor informado e motivado corretamente pode fazer para seus alunos!!!
  • Todos os recursos abaixo podem e dever usados para as alunos TDAH. Construí-los de uma forma divertida e em grupo com os alunos ajuda ainda mais a engajá-los na importância de tais ferramentas.

    • Lembretes em agendas e/ou cadernos
    • Listas de tarefas
    • Anotações em provas e trabalhos
    • Quadro de Avisos e cronogramas, servindo como ferramentas organizadoras de horários e datas importantes.
    • Uma outra dica ainda dentro dessa dica é eleger juntos com os alunos alguns representantes para serem responsáveis por cada um desses recursos.
O importante é o resultado e não o processo. Esse é um dos conceitos da educação inclusiva que não pode ser perdido de vista. O ideal não é tentar encaixar a todo custo um aluno com especificidades em um modelo educacional que mais dificulta do que facilita o aluno com TDAH a desenvolver sua competência.
  • Conversar com a criança e seus pais sobre o método mais fácil de estudo em casa. Isso facilita muito a vida dos que tem TDAH. Proponha aos pais alguns “experimentos” de formas de estudos diferentes até que seja encontrada a mais adequada para aquele aluno, contanto que inclua uma programação de estudo com intervalos e assim não acumular matéria.
  • Ambientes com muitos distratores / estímulos externos devem ser evitados. Uma sala de aula deve contar apenas elementos necessários para a situação de aula daquele momento. Murais com muitas informações ficam melhor colocados nos corredores por exemplo. Músicas ou barulhos externos com frequência também devem ser evitados.
  • No ambiente escolar, evitar instruções muito longas e parágrafos muito extensos! Isso certamente será apreciado e facilitará o aprendizado de todos os alunos sem exceção.
     
    Por exemplo: Provas com enunciados longos funcionam muito mais como "armadilha" do que uma tentativa de escalrecimento da pergunta. Espaço entre as perguntas e clareza nas instruções são imprescindíveis para uma melhor realização de provas.

  • Uma boa forma de envolver todos os alunos e principalmente os que tem TDAH é solicitar que um aluno a repita a instrução que você acabou de dar para a realização de uma determinada tarefa (alternância entre os alunos / aumenta a atenção de toda a turma)
  • Atividades que exijam maior integridade da atenção sustentada devem ser feitas preferencialmente no início da aula, ou seja, as tarefas que demandem mais atenção contínua por um péríodo de maior devem ser priorizadas e assim serem feitas no início da aula.
  • Por exemplo: Provas deverão acontecer no primeiro tempo de aula. No último tempo o aluno já teve várias aulas, de várias matérias, que acabam funcionando como elementos de distração e podem prejudicar todos os alunos, especialmente os que tem desnecessariamente.
  • Conscientizar os alunos com TDAH do tipo de prejuízo que o comportamento impulsivo pode trazer tanto para ele quanto para o grupo. Os alunos com TDAH precisam se dar conta de que interromper a fala da professora ou a andamento das atividades pode ser altamente improdutivo para ele e para o grupo. Isso deve ser feito individualmente e de forma que não culpe o aluno. Apenas sirva como uma conversa esclarecedora.

Fonte ABDA









Dicas no tratamento do déficit de atenção em adultos

Tendência à Distração

Do livro Tendência à Distração, de Edward Hallowell e John J. Raley

O tratamento do DDA começa com esperança. A maior parte das pessoas que descobrem ser portadores de DDA, sejam crianças ou adultos, sofreram muita dor. A experiência emocional do DDA é preenchida com obstáculos, humilhações e auto-punição. Na ocasião em que o diagnóstico de DDA é realizado, muitas das pessoas com DDA já perderam a sua auto-confiança. Muitas consultaram-se com numerosos especialistas, não tendo encontrado ajuda verdadeira. Como conseqüência, muitos perderam sua esperança.

O passo mais importante no começo do tratamento é o de instilar esperança mais uma vez. As pessoas com DDA podem já ter esquecido o que existe de bom sobre si mesmas. Eles devem ter perdido, há muito tempo atrás, qualquer crença sobre a possibilidade de as coisas darem certo. Estão, com freqüência, presos em um padrão rígido, teorizando sobre si próprios, suportando com razoável tolerância os desaceretos e com criatividade para manter suas cabeças fora d’água. É uma perda terrível esta de desistir da vida tão cedo.Mas muitas pessoas com DDA não conheceram outro caminho que não seja o de fracassos seguidos. Para eles, ter esperança é apenas arriscar em ser novamente derrubado.

Ainda assim, sua capacidade de ter esperança e de sonhar é imensa. Mais que a maioria das pessoas, os que têm DDA possuem imaginação visionária. Têm grandes idéias e têm grandes sonhos. Eles podem usar a menor oportunidade e imaginar que elas podem se tornar em algo revolucionário. Podem fazer de um encontro casual um grande acontecimento. Eles vivem em sonhos e necessitam de métodos de organização para dar sentido às coisas e para mantê-los nos trilhos.

Mas, como a maioria dos sonhadores, eles vacilam quando os sonhos murcham. Em geral, quando o diagnóstico de DDA é feito, esta situação de colapso já aconteceu tantas vezes, número suficiente para fazê-los receosos de ter esperança novamente. Uma criança pequena preferirá ficar em silêncio do que arriscar em ser criticada novamente. O adulto manterá sua boca fechada, em vez de arriscar estragar tudo de novo. O tratamento, então, deve começar com esperança.

Nós dividimos o tratamento de DDA em cinco áreas básicas:

1. Diagnóstico

2. Educação

3. Estrutura, apoio e aconselhamento

4. Várias formas de psicoterapia.

5. Medicação

Neste panfleto, vamos traçar alguns princípios gerais que se aplicam
tanto a crianças como a adultos, quanto aos aspectos não medicamentosos
do tratamento do DDA. Uma das formas de organizar o tratamento não
medicamentoso do DDA é através de sugestões práticas ou “dicas” de
administração dos sintomas. Cinqüenta destas dicas vêm a seguir:
Auto-percepção (insight) e Educação

1. Esteja seguro quanto ao diagnóstico. Tenha certeza de estar
trabalhando com um profissional que compreenda de fato o que seja DDA e tenha excluído todas as condições relacionadas ou assemelhadas, tais como estados de ansiedade, depressão do tipo agitação, hipertiroidismo, doença maníaco-depressiva, ou desordem obssessiva-compulsiva.

2. Eduque-se a si mesmo. Provavelmente, o único tratamento mais poderoso para o DDA seja o entendimento sobre o DDA, em primeiro lugar. Leia livros, converse com profissionais. Converse com outros adultos que tenham DDA. Você será capaz de projetar o seu próprio tratamento para adequar à sua própria versão de DDA.

3. Aconselhamento. É útil para você ter um aconselhador (treinador), alguma pessoa próxima de você para ficar de olho em você, mas sempre com humor. O seu “aconselhador” pode ajudá-lo a ficar organizado, permanecer nas tarefas, dar-lhe o encorajamento ou lembrá-lo para voltar ao trabalho. Amigo, colega, ou terapeuta (é possível, mas arriscado para você ter aconselhamento de seu marido ou esposa), um aconselhador é alguém para “grudar” em você, para ajudar a que você conclua suas tarefas, e que lhe dê avisos, como fazem os treinadores, fique de olho em você, e geralmente, bem pereto. Um aconselhador pode ser muito útil no tratamento de DDA.

4. Encorajamento. Adultos com DDA necessitam de montões de encorajamento. Isto é devido, em parte, a que eles têm muitas dúvidas sobre si mesmos, que foram se acumulando com o passar dos anos. Mas é mais do que isso. Mais do que as pessoas comuns, o adulto com DDA murcha sem encorajamento e, com certeza, brilha como uma árvore de natal, quando o recebe. Em geral trabalharão para outra pessoa de um modo que não fazem para si próprios. Isto não é ruim, apenas é assim. Isto deve ser identificado e deve-se tirar vantagem para o tratamento.

5. Compreenda o que DDA não é, ou seja, conflitos com a mãe, e aquela baboseira de terapias antigas.

6. Eduque e envolva outras pessoas. Assim como é crucial para você compreender o que seja DDA, é igualmente, se não mais importante, que aqueles à sua volta também compreendam família, colegas de trabalho e da escola, amigos. Uma vez que eles tenham captado o coneito, eles serão capazes de entendê-lo melhor e ajudá-lo também.

7. Abandone a culpa que carrega por ter um comportamento de buscar coisas altamente estimulantes. Compreenda que você é impulsionado para obter altos estímulos. Tente selecioná-los com discernimento, em lugar de ficar “chocando” os estímulos ruins.

8. Preste atenção ao “feed-back” dado por pessoas de sua confiança. Adultos (e crianças também) com DDA são, notoriamente, maus auto- observadores. Eles usam muito do que aparenta ser rejeição.

9. Considere a possibilidade de aderir ou de formar um grupo de apoio. Muito das informações mais úteis sobre DDA ainda não achou o caminho dos livros, mas permanece guardado nas mentes das pessoas que têm DDA. Em grupos estas informações aparecem. Além dissto, os grupos são realmente úteis em oferecer o tipo de apoio que é tão desesperadamente necessitado.

10. Tente livrar-se da negatividade que possa ter infestado seu sistema, se você viveu por muitos anos sem saber que o que você tinha era DDA. Um bom psicoterapeuta pode ajudá-lo neste sentido.

11. Não fique acorrentado às carreiras convencionais ou às formas tradicionais de competição. Dê a si mesmo a permissão para ser você mesmo. Abonde as tentativas de ser a pessoa que você sempre pensou que devia ser – o estudante modelo ou o executivo organizado, por exemplo – e permita a si mesmo ser o que você é.

12. Lembre-se que você tem é uma condição neuropsiquiátrica. Ela é transmitida geneticamente. É causada pela biologia, pelo modo como o seu cérebro está conectado. NÃO é uma doença da vontade, nem um fracasso moral. NÃO é causado por fraqueza de caráter, nem por falta de maturidade. A cura não será encontrada na força de vontade, nem em punição, nem em sacrifício, nem na dor. LEMBRE-SE SEMPRE DISTO. Embora tentem muito, as pessoas com DDA tem grande dificuldade em aceitar que a síndrome tem suas raízes na biologia e não na fraqueza de caráter.

13. Procure ajudar a outros com DDA. Você aprendereá muito sobre a condição, durante o processo, como também sentir-se-á bem em ajudar.

2. Administração de desempenho

14. Estrutura externa. Estrutura é o selo de excelência do tratamento não farmacológico da criança com DDA. Ela pode ser igualmente útil para adultos. É tedioso de estabelecer, mas uma vez montada, a estrutura funciona como as paredes curvas de uma pista de trenó de gelo, que evita que o trenó escape para fora da pista. Faça uso freqüente de LISTAS, CODIFICAÇÃO COM CORES, LEMBRETES, AVISOS PARA SI PRÓPRIO, RITUAIS, ARQUIVOS, ETC.

15. Códigos de cores. Mencionado acima, os códigos de cores oferecem ênfase. Muitas pessoas com DDA têm uma orientação visual. Aproveite isso, fazendo com que tudo seja memorizável com cores, arquivos, memorandos, textos, agendas, etc. Qualquer coisa que esteja em preto e branco pode ficar mais fácil de recordar, de prender a atenção, com cores.

16. Faça uma decoração alegre. Concordando com o item 15, tente fazer o seu ambiente tão enfeitado quanto queira, sem passar do ponto.

17. Prepare o seu ambiente de trabalho e atividades no sentido de ser um prêmio, não um murchador (broxante). Para entender o que seja um ambiente murchador, o que todo adulto precisa fazer é lembrar de novo da sua escola. Agora que você tem a liberdade de adulto, tente ajeitas as coisas de modo que você não seja constantemente relembrado de suas limitações.

18. Reconheça e prepare-se o inevitável fracasso de uma certa porcentagem X de projetos iniciados, novos relacionamentos, e obrigações a cumprir.

19. Aceite desafios. O pessoal com DDA cresce tendo muitos desafios. Desde que você saiba que nem todos eles vão se desenvolver, e desde que você não tente ser tão perfeccionista e exigente, você conseguirá concluir muitas coisas e não terá problemas.

20. Estabeleça DATAS DE CONCLUSÃO.

21. Fracione grandes tarefas em suas partes pequenas. Estabeleça DATAS DE CONCLUSÃO para essas partes pequenas. Então, como mágica, a grande tarefa estará concluída. Este é um dos mais simples e mais poderosos entre os dispositivos de estruturação. Com freqüência, uma tarefa grande parecerá um grande transtorno para as pessoas com DDA. O simples pensamento de tentar executar a tarefa faz com que o indivíduo desista. Por outro lado, se a tarefa grande é quebrada em partes pequenas, cada componente parecerá bem administrável.

22. Estabeleça prioridades. Evite procrastinar. Quando as coisas ficam tumultuadas, o adulto com DDA perde a perspectiva: pagar um estacionamento pode parecer tão urgente como apagar o fogo que começou numa cesta de papéis. Priorize. Dê uma respirada profunda. Primeiro, as primeiras coisas. A procrastinação é uma das marcas registradas do adulto com DDA. Você precisa mesmo disciplinar-se a controlar e evitar esse problema.

23. Aceite o medo de coisas que estão indo bem. Aceite a irritação quando as coisas estão muito fáceis, quanto não existe conflito. Não complique as coisas para torná-las mais estimiulantes.

24. Observe como e quando você trabalha melhor: em um ambiente barulhento, num trem, enrolado em três cobertores, escutando música, ou o que seja. Crianças e adultos com DDA podem conseguir o melhor deles próprios sob condições bastante incomuns. Permita-se trabalhar sob as condições que lhe pareçam melhores para você.

25. Saiba que está certo fazer duas coisas de uma vez: converse e tricote, ou obtenha suas melhores idéias enquanto está no chuveiro, ou faça jogging enquanto planeja uma reunião de negócios. Em geral, pessoas com DDA necessitam estar fazendo várias coisas de uma vez, a fim de ter algo realizado, enfim.

26. Faça aquilo em que você é melhor. De novo, se parece fácil, está cereto. Não existe nenhuma regra que diga que você só pode fazer aquilo em que vocên não é bom.

27. Deixe um tempo livre entre os compromissos para por seus pensamentos em ordem. As transições são muito difíceis para os portadores de DDA. As mini-pausas podem ajudar nas transições.

28. Mantenha um caderno de anotações no carro, perto da sua cama, e no seu bolso ou jaqueta. Você nunca sabe quando uma boa idéia vai chegar, ou que você vai relembrar de alguma coisa.

29. Lei sempre com uma caneta à mão, não apenas para fazer anotações nas margens ou para sublinhar, mas para a inevitável cascata de outros pensamentos que vão lhe ocorrer.

3. Administração do seu estado de espírito, seu humor.

30. Tenha um tempo estruturado para parar de funcionar. Separe algum tempo da semana para deixar correr solto, para fazer qualquer coisas que desejar: - estourar os tímpanos com música alta, ir à corrida de cavalos, dar uma festa escolha algum tipo de atividade, de tempos em tempos, onde você possa soltar-se, de modo seguro.

31. Recarregue suas baterias. Relacionado ao item 30, a maior parte dos adultos com DDA necessitam, diariamente, de algum tempo para gastar, perder, desperdiçar, sem se sentirem culpados. Uma forma livre de culpa para conceitualizar isto é chamar este tempo de tempo para recarregar as baterias. Tire uma soneca, veja TV, medite. Algo calmo, repousante, à vontade.

32. Escolha adesões boas, como fazer exercícios. Muitos adultos com DDA têm uma personalidade compulsiva para adesão, de modo que estão sempre enganchandos em algo novo. Tente fazer isto com coisas positivas.

33. Compreenda como são as mudanças de humor e as formas de as administrar. Saiba que o seu humor vai mudar você queira ou não, independente do que esteja acontecendo lá fora. Não perca seu tempo esmiuçando os motivos ou procurando alguém para por a culpa. Em vez disto, focalize em aprender a tolerar o mau humor, sabendo que ele vai passar, e a aprender estratégias para fazer com que ele passe mais rápido. Mude de cenário, ou seja, envolva-se com outra atividade nova (de preferência, interativa) como conversar com um amigo ou jogar tenis ou ler um livro, ajudará.

34. Relacionado ao item 33, reconheça o ciclo adiante, que ocorre comumente com adultos com DDA:

Alguma coisa assusta o seu sistema psicológico, uma mudança ou transição, um desapontamento, ou mesmo um sucesso. O fator desencadeante pode ser bem comum. Este assustador é seguido por um pequeno pânico, com uma súbida perda de perspectiva, o mundo vai ficando de pernas para o ar. Você tenta lidar com este pânico, caindo num estado de obssessividade e de ficar ruminando sobre um ou outro aspecto da situação. Isto pode durar por horas, dias, e até meses.

35. Planeje cenários alternativos para lidar com os inevitáveis blá-bla-blás. Ligue para algum amigo (tenha uma lista). Veja um video que sempre te deixa animado e tira sua mente da rotina. Tenha como fazer exercícios físicos na hora. Um saco para dar socos ou um travesseiro à mão, se houver muita raiva guardada. Ensaie algumas conversas que você pode ter consigo mesmo, do tipo: Você já esteve aqui antes. Estes são os momentos de depressão do DDA. Eles vão passar logo. Você está bem.

36. Prepare-se para a depressão que vem depois de obter sucesso. As pessoas com DDA, reclamam de sentir-se deprimidos, paradoxalmente, após um grande sucesso. Isto é porque o alto estímulo da caça ou o desafio da preparação já acabou. O jogo já acabou. Ganhou ou perdeu. O adulto com DDA sem falta do conflito, do desafio, do alto estímulo e fica deprimido.

37. Aprenda símbolos, slogans, ditados e palavras abreviadas para etiquetar pequenos escorregões, erros, ou variações de humor, colocando-os em perspectiva. Quando você entra à esquerda, em vez de entrar à direita, e por isto obriga sua família a sofrer por 20 minutos, até conseguir retornar ao seu caminho, é melhor ser capaz de dizer: aqui vai o meu DDA de novo,do que ter uma luta de 6 horas com seu desejo inconsciente de sabotar a viagem inteira. Estas não são desculpas. Você ainda tem que ter responsabilidade pelas suas ações. É muito bom saber de onde vem suas ações e de onde elas não vem.

38. Use tempos de intervalo, como com as crianças. Quando você estiver preocupado ou super-estimulado, tire uma pausa. Saia. Acalme-se

39. Aprenda como advogar em causa própria. Adultos com DDA estão muito acostumados a serem criticados, que eles são desnecessariamente defensivos, levando o seu próprio caso de defesa adiante. Aprenda a abandonar a defensiva.

40. Evite um encerramento prematuro de um projeto, um conflito, um acordo, ou de uma conversa. Não desista tão cedo, mesmo que você esteja se coçando para fazê-lo.

41. Tente fazer com que o momento de sucesso dure e seja relemgrado, tornando-se duradouro por muito tempo. Você precisa de treinar a si mesmo, de modo consciente e deliberado, a fazer isto, porque sua tendência é de esquecer rapidamente.

42. Lembre que DDA em geral inclui uma tendência de excessiva focalização ou de hiper-focalização sobre um só assunto, de vez em quando. Esta hiper-focalização pode ser usada de modo construtivo ou destrutivo. Fique consciente do seu uso destrutivo: uma tendência de ficar obcecado ou
ruminando sobre algum problema imaginário, sem ser capaz de deixá-lo ir embora.

43. Exercite vigorosamente e de modo regular. Você deve agendar isto em sua vida e cumprir. Exercício é um dos melhores tratamentos para DDA. Ele ajuda descarregar o excesso de anergia e de agressividade de forma positiva; permite uma redução de ruído mental; estimula o sistema hormonal e
neuroquímico de modo terapêutico, e acalma o corpo. Quando você soma isto aos demais benefícios conhecidos do exercício, você pode ver quão importante é o exercício. Faça algo divertido, de modo que você possa continuar firme por toda a sua vida.

44. Faça uma boa escolha de um parceiro (a) significativo. É claro que isto é um bom conselho para qualquer pessoa. Mas é marcante como o adulto com DDA pode florescere ou afundar-se, dependendo da escolha de companhia.

45. Aprenda a fazer piadas de si mesmo quanto aos vários sintomas, do esquecimento à tendência de ficar perdido, ou de não ter tato e sutileza ou de ser impulsivo. Se você pode ficar relaxado sobre os problemas e ter senso de humor, os outros vão perdoá-lo muito mais.

46. Agende atividades com amigos. Respeite estes agendamentos com fidelidade. É crucial para você ficar conectado com outras pessoas.

47. Procure e junte-se a grupos onde você seja apreciado, querido, compreendido e alegrado.

48. O contrário do item 47. Não fique muito tempo onde você não seja compreendido ou apreciado.

49. Faça elogios. Observe outras pessoas. Em geral, aprenda a ter treino social com seu aconselhador.

50. Estabeleça DATAS DE CUMPRIMENTO de atividades sociais.