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TDAH Fortaleza

TDAH Fortaleza. Psicoterapia e Coaching Fazemos indicações para especialistas de nossa confiança. ferbryt@gmail.com








Prof. Fernando Bryt Trosman 

O Transtorno por Déficit de Atenção e Hiperatividade - TDAH é um transtorno mental de origem  neurobiológico, que afeta a crianças, adolescentes e adultos geralmente inteligentes e criativos. 
È o transtorno mental mais frequente em crianças de 5 a 10 anos de idade com uma prevalência media de 5%. Pelo menos um em cada 20 alunos o padece.

Está caracterizado por um desnível na capacidade de atenção e regulação motora; que causa dificuldades para focar ou manter a atenção constante numa tarefa prolongada, ou pouco estimulante como assistir às aulas, fazer as tarefas escolares ou ter que escutar aos adultos. 

Frequentemente esquecem suas coisas, dirigem a atenção para outras atividades antes de terminar una tarefa ou têm dificuldade para permanecer sentado. Parece não escutar quando se fala com eles, tem dificuldades para seguir as ordens e instruções e incorrem em constantes erros por desatenção. 

Há crianças desatentas, que não manifestam hiperatividade nem impulsividade.  Nas crianças desatentas a dificuldade da atenção esta relacionada com a velocidade no processamento da informação e com a seleção do estimulo adequado a cada situação.  Já nas crianças hiperativas – impulsivas a dificuldade da atenção esta relacionada com a regulação da atividade motora e de inibir os estímulos irrelevantes. Dessa forma tem dificuldades também para focar e manter constante a atenção no estimulo adequado.

Estas últimas manifestam também condutas impulsivas, como atravessar a rua sem olhar para os lados, responder antes que se termine de perguntar, não esperar sua vez, bater em seus companheiros quando o que quer é brincar e outras condutas de risco nas que parece no medir o perigo. Eram antes tidas como as malcriadas, as brigonas, as baderneiras, inclusive hoje antes de serem diagnosticadas são consideradas com estas qualificações, já que seu comportamento é bastante irritante em casa e na escola. As crianças predominantemente desatentas passam a imagem de crianças tolas, entretanto seu problema nada tem a ver com falta de inteligência.

Sintomas


Déficit de Atenção

Dificuldade de manter a atenção em tarefas que precisam esforço e carentes de estímulos. Embora possa manter a atenção em atividades muito estimulantes, como videogames ou filmes de ação. Desvio da atenção com muita freqüência para estímulos sem importância ou irrelevantes.
Os problemas de atenção em crianças com TDA são qualitativamente diferentes dos problemas de atenção das crianças hiperactivas – impulsivas. Nos primeiros há uma deficiência na velocidade de processamento de informação e seleção dos estímulos relevantes e nos segundos o problema é na atenção sustentada e na capacidade de não atender aos estímulos irrelevantes
Hiperatividade

Atividade excessiva e pouco funcional. Mudança de um assunto para outro com a mínima provocação. Desorganização nas tarefas. Inquietude corporal,  move suas mãos e pés ou faz ruídos em situações em é  necessário quietude.

Impulsividade

Atua irreflexivamente sem ter em conta o contexto social da situação ou o perigo da mesma. Interrompe e responde perguntas antes de serem concluídas,  dificuldade para esperar turnos.

Desorganização

Inicia vários projetos ou atividades e não conclui. Dificuldade em organizar o material e de controlar os tempos.



Pouco controle da raiva

Dificuldade para regular as emoções.


As consequências do TDAH na infância são importantes em função do sofrimento da criança e seu entorno (família, companheiros e professores) e caso não recebam a psicoterapia específica para o transtorno fica comprometido em grande forma o futuro jovem e adulto, com alto impacto na sociedade e na Saúde Pública. Sem a psicoterapia adequada agregasse outros transtornos mentais; transtornos de conduta, delinquência, condutas de risco, suicídio, depressão e abuso de sustâncias.

As crianças constroem sua identidade e sua autoestima a partir do que os outros coinsideram.Se a criança recebe do meio uma imagem negativa, ela vai se considerar ruim, ao mesmo tempo que descobre que isso lhe traz também alguns benefícios, como o medo de seus companheiros ou seus risos quando adota o papel de palhaço.

É importante diferenciar a agressividade (intenção de fazer dano) da impulsividade (dificuldade em controlar seus impulsos). Sua impulsividade os faz estar sempre metidos em confusões e brigas.

Muitas crianças impulsivas são catalogadas como agressivas, causando-lhes dessa forma um dano considerável a sua personalidade. Se não são compreendidos, estas crianças terminarão sendo realmente agressivas pelos recorrentes ataques que recebem e por sua identificação com o papel de mau marcado pelos adultos. 

Que estratégias são possíveis para conviver com o TDAH?

A estratégias utilizadas pela psicoterapia específica para o TDAH  incluem  gerar uma aliança terapêutica com o paciente para que participe motivado.  E ajudando a ele, seus pais e professores a transformar seus problemas em metas pessoais concretas e alcançáveis. Também se realizam treinamentos  de atenção e autocontrole, assim como  assessoramento a pais e professores para fazer adaptações que incluem modificação no tipo de comunicação com a criança, fragmentar as tarefas e criar sistemas de motivação constantes e atrativos. 

Existe hoje uma grave distorção no tratamento, tem muitas crianças, adolescentes e adultos sendo medicados com Ritalina (Metilfenidato) sem receber o tratamento psicoterapêutico específico para o TDAH.  

Isto é  grave já que o medicamento controla os sintomas momentaneamente, porém os processos psicopatológicos continuam sem cambio quando o paciente não esta medicado. 

A terapia psicofarmacológica quando indicada, deve de estar estritamente vinculada a uma psicoterapia que aponte a auto-regulação e readaptação social e cognitiva da crianças com TDAH.



Qual é o papel das escolas?

O TDAH é considerado pelo o Conselho Estadual de Pessoas com Deficiência do Ceará como uma deficiência já que é um transtorno crônico que produz desvantagens em sua adaptação escolar e seu aprendizagem  acadêmico. E como tal deve ser considerado dentro das necessidades educativa especiais e dentro da lei de educação inclusiva.  

As escolas tem uma divida histórica com as necessidades educativas especiais em geral e com TDAH em particular. Mas a responsabilidade desta situação não deve de recair  só nas escolas. 


Somos nos os profissionais especializados que devemos sensibilizar adequadamente as escolas e oferecer  cursos de atualização aos professores para que eles, junto com a escola, tenham as ferramentas educativas adequadas. 





 Bryt, F. 2014  





O TDAH em Adultos

Em adultos existe um predomínio de sintomas cognitivos, diferente do quadro com predominância de sintomas motores e comportamentais apresentados em crianças. 

Os problemas emocionais e de relacionamento comuns em adultos portadores do transtorno e a freqüente presença das co-morbidades prejudicam a identificação e o diagnóstico do TDAH em adultos.
Alguns sintomas e características do TDAH podem ser mais facilmente identificados considerando os oito fatores que incluem o transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade em Adultos, a saber:

1. Desatenção: Os adultos portadores de TDAH apresentam dificuldades para se concentrar em várias coisas. No trabalho encontram problemas para permanecer focados em uma determinada tarefa e por vezes não conseguem finalizá-la. Em casa podem não ter controle dos afazeres domésticos e passam de um projeto a outro sem terminar nenhum deles. Em situações sociais podem sofrer grande constrangimento por não conseguirem se concentrar em conversas e provocarem no outro a sensação de desinteresse e tédio.

2. Impulsividade: Em adultos é mais restrita que em crianças. Em situações sociais onde as demais pessoas não são muito conhecidas, os portadores de TDAH se forçam a manter o autocontrole, mas sentem um imenso desconforto devido ao medo constante do que podem fazer ou dizer. Quando a situação envolve pessoas conhecidas, esses adultos muitas vezes mostram uma tendência a interromper os outros, deixam escapar comentários inadequados, falam muito alto ou até mesmo gritam.

3. Dificuldade em esperar ser atendido: Tem relação com a impulsividade. Este traço provoca a sensação de impaciência e intensa frustração no portador de TDAH quando ele precisa esperar e pensar. O adulto portador também pode demonstrar impaciência para tarefas cotidianas, tais como controlar um talão de cheques, preencher e arquivar formulários, pagar contas, administrar dinheiro e cartões de crédito ou até mesmo ler uma revista.

4. Superexcitação emocional: Os adultos com TDAH apresentam acessos de mau humor de forma mais restrita quando estão em público do que crianças, no entanto estes ainda podem ser intimidadores para as outras pessoas. No trabalho estes adultos podem causar a impressão de serem mal-humorados e irritáveis. Em casa, o mau humor atinge o cônjuge e os filhos. No caso de pais portadores de TDAH que têm filhos também portadores do transtorno, é possível que o quadro deste último seja agravado em virtude da baixa tolerância do primeiro.

5. Hiperatividade: A hiperatividade motora bruta pode ser substituída por uma agitação ou inquietação geral e em alguns adultos a hiperatividade assume uma forma verbal.

6. Desobediência: Na fase adulta, portadores de TDAH apresentam menos problemas em seguir regras e isto pode ser devido ao fato de que como adultos enfrentam menos situações nas quais outros têm de lhe dizer o que fazer. No entanto, estudos indicam que até 25% dos adultos com TDAH podem ter sérios problemas de conduta anti-social.

7. Problemas sociais: Muitos adultos com TDAH sentem-se isolados e solitários, pois para alguns deles é difícil manter relacionamentos de longa duração, principalmente devido ao mau humor freqüente e comportamento “mandão”.

8. Desorganização: Os adultos portadores podem ter problemas com datas, horários e compromissos. No trabalho, tende à procrastinação de tarefas que julgam desinteressantes e/ou desagradáveis, o que pode causar significativas confusões e constrangimentos.





Os tratamentos inadequados.

Por Fernando Bryt




Que tipo de tratamento não é o indicado para o TDAH?
Esta curta pergunta tem uma extensa resposta, já que assim como o TDAH não tratado, um tratamento inadequado do TDAH tem como resultado um prognóstico muito desfavorável.
 
Terapias alternativas
Lamentavelmente as terapias alternativas, florais, Reiky, homeopatia, etc. não têm mais eficácia no tratamento do TDAH que as encontradas nos  placebos. As técnicas e as sustâncias naturais que conseguem efeitos relaxantes e tranqüilizantes podem melhorar a qualidade de vida de qualquer pessoa, mas não são eficazes para o sintomas específicos  do TDAH.
Tratamentos psicológicos não orientativos.
No entanto, muitos conhecimentos das psicoterapias tradicionais profundas e psicodinâmicas são muito uteis em qualquer prática clínica em saúde mental, lamentavelmente as psicoterapias que não orientam, não ajudam na organização cotidiana da pessoa, e que não têm como uma de suas ferramentas técnicas fundamentais a guia da família e da escola, em caso de crianças e adolescentes, não têm eficácia para o tratamento do TDAH. Podem ser ou não muito produtivas para outros problemas mas  não para o TDAH. 

Tratamento farmacológico sem psicoterapia.
A medicação é indicada após uma análise da proporção entre os benefícios e riscos em cada caso particular.

A terapia psicofarmacológica quando indicada, deve de estar estritamente vinculada a uma psicoterapia que aponte a auto-regulação e readaptação sócio-emocional e cognitiva.  Com a finalidade de que o sujeito consiga lidar com êxito nas distintas áreas, aceitando, reconhecendo e controlando por ele mesmo suas características neuropsicológicas específicas, para que estas não sejam limitantes no seu desenvolvimento e não dependam do acerto na dose correta e dos bons efeitos dos psicoestimulantes para toda sua vida.

A pessoa com TDAH como portador de um transtorno que em sua evolução afeta a construção da identidade, sua auto-estima e a regulação cognitivo-emocional, deve de ser tratada em psicoterapia sem dilação, sem espera. Os efeitos imediatos do metilfenidato úteis para agüentar a investida do TDAH no ambiente, não deveriam desviar a nossa atenção em intervir nestas dimensões que determinarão a evolução da pessoa, seja ou não  medicado.